O agricultor Valdir Jacoby conquistou o primeiro lugar na categoria milho irrigado no Concurso de Produtividade Elevada no Campo – Safra de Verão, organizado pelo Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap).

Em 16 hectares de sua fazenda, localizada em Selbach (RS), o produtor atingiu uma produtividade média de 302,98 sacas por hectare na safra verão 2021/2022.

A premiação, que ocorreu no segundo Fórum Nacional Getap, valoriza as técnicas adotadas por produtores rurais e o potencial crescente da produtividade do cultivo safra após safra. Na safra verão 2021/2022, Valdir Jacoby superou em 231% a média obtida pelo Rio Grande do Sul na temporada de verão 2020/21, que foi de 91,2 sacas por hectare, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). (5.476 kg.ha).

“Planto milho há mais de 36 anos e sempre busco investir em ferramentas e técnicas que possibilitem o alcance máximo da produtividade. A escolha de um híbrido de milho com biotecnologia Bayer, que é adaptado para a minha região, somado à adoção de técnicas de manejo integrado foram alguns dos elementos cruciais para eu alcançar essa produtividade”, diz Jacoby.

Concurso de produtividade de milho

Durante o processo de avaliação, os auditores visitaram os produtores e, em seguida, um corpo técnico avaliou os dados coletados em campo para eleger os agricultores donos das áreas com maiores produtividades, afirma Anderson Galvão, curador do Getap Milho.

“A premiação prestigia os agricultores que, mesmo em um ano com intempéries climáticas como a La Niña no Sul, conseguiram alcançar níveis excepcionais de produtividade. Além disso, os resultados reforçam a importância de atrelar tecnologia, gestão, MIP e híbridos adaptados às condições específicas para cada propriedade rural”, afirma.

“Os resultados comprovam o potencial do Brasil em dobrar a produção de milho em um prazo de 5 a 10 anos, que significa sair das cerca de 100 milhões de toneladas do cereal para alcançar volume superior a 200 milhões de toneladas. Temos uma demanda crescente do consumo interno para ração animal e etanol, assim como para o mercado externo”, diz Galvão.

Fonte: Canal Rural