Rio Grande do Sul e Santa Catarina, maiores estados produtores de maçã do Brasil, com foco nas variedades gala e fuji, estão com suas frutas se desenvolvendo nos pomares neste momento, sendo que o início da colheita da safra 2021/22 está previsto para o começo do ano que vem. Mas, como está a perspectiva para esta campanha?

Segundo agentes consultados pelo Hortifruti/Cepea, ainda existem incertezas, visto que o cenário dependerá do clima dos próximos meses. Contudo, no geral, já se espera uma redução no volume produzido nestes estados, devido à bienalidade negativa da fuji e às poucas chuvas atuais – resultado do fenômeno La Niña –, que devem afetar negativamente o ganho de tamanho das frutas, podendo elevar a oferta de calibres médio-miúdos.

Apesar desta possível menor oferta, espera-se que a maçã siga com boa qualidade, pois, até o momento, com exceção das chuvas menos frequentes, o clima esteve positivo ao desenvolvimento dos pomares. O inverno foi rigoroso, garantindo o bom descanso das macieiras, e a florada foi uniforme e satisfatória para a maioria dos produtores entrevistados.

Agentes acreditam, ao menos, que a menor disponibilidade de maçã não resultará em tantos problemas quanto à comercialização, ao contrário do observado neste ano.

Fonte: hfbrasil.org.br