O Brasil exportou 2,4 milhões de toneladas de algodão entre agosto de 2020 e julho de 2021, 23% a mais do que no ciclo anterior, concretizando um novo recorde de embarques. O comércio exterior da fibra gerou uma receita de US$ 3,77 bilhões na temporada 2020/2021. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (9) pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). 

“Nos consolidamos como o segundo maior exportador mundial da pluma e reiteramos a meta de nos tornarmos o primeiro do ranking até 2030, quiçá antes disso”, avalia o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato. 

A China foi o principal destino da fibra brasileira, responsável por 30% do total exportado na temporada 2020/2021. Com inéditas 720,7 mil toneladas adquiridas, o gigante asiático superou o mercado interno como maior consumidor do algodão produzido no Brasil. A lista dos dez maiores importadores da  pluma brasileira traz ainda Vietnã (17%) e Paquistão (12%) seguidos por Turquia (12%), Bangladesh (11%), Indonésia (9%), Malásia (3%), Coréia do Sul (3%), Tailândia e Índia (1% e 0,4%). 

O cenário para a temporada 2021/2022 é de aquecimento no consumo e no comércio mundial. Após despencar 7% em 2020/2021, espera-se uma recuperação de 3% na produção mundial de algodão, totalizando 25 milhões de toneladas. O volume, no entanto, é inferior ao consumo global, que deve chegar a 25,77 milhões de toneladas. 

Safra brasileira 2020/21 

A previsão de produção de pluma brasileira na safra 2020/2021 é de 2,457 milhões de toneladas, 18% menor que a alcançada na temporada 2019/2020. O recuo se deve à redução de 18% na área plantada, que foi de 1,369 milhão de hectares. A produtividade esperada é de 1.793 Kg/hectare.  Até o momento, 45% da área já foram colhidos, 11% da safra já foram beneficiados, 5% analisados por HVI e 82%

Fonte: Abrapa