No CIF do polo industrial paulista, a fibra fechou a quinta-feira (8) a R$ 4,90 por libra-peso, com elevação de 0,58% em relação ao dia anterior. No acumulado em relação ao mesmo período do mês e do ano passado, apresentava queda de 2,1% e alta de 81,3%, respectivamente.

No FOB exportação do porto de Santos/SP, a pluma fechou cotada a 91,34 centavos de dólar por libra-peso (c/lb), com alta de 0,56% em relação ao fechamento anterior e queda de 7,8% quando comparado ao mesmo período do mês passado. Ante ao contrato de maior liquidez (dezembro/21) negociado na Ice Futures US, a pluma era cotada a um valor 5,1% superior, contra 3,7% da véspera. Há uma semana, era 5,6% superior e, há um mês, o produto nacional era 15,3% mais alto.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, os produtores seguem com as atenções voltadas para os preparativos dos trabalhos de colheita. “A estimativa é que o país colha cerca de 2,4 milhões de toneladas, contra 3,045 milhões de toneladas da anterior”, destaca. “Esta queda de 645 mil toneladas obrigará o país a reduzir sua presença no mercado externo ou reduzir seus estoques”, pondera.

Conforme o décimo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2020/21, a safra brasileira de algodão em pluma na temporada 2020/21 está estimada em 2,342 milhões de toneladas, baixa de 22% na comparação com as 3,001 milhões de toneladas indicadas na safra 2019/20. No nono levantamento, também eram esperadas 2,342 milhões de toneladas.

A produtividade das lavouras está estimada em 1.713 quilos de algodão em pluma por hectare, ante 1.802 quilos na temporada 2019/20. A área plantada com algodão na temporada 2020/21 está estimada em 1,367 milhão de hectares, retração de 17,9% na comparação com os 1,665 milhão de hectares da safra passada.

Fonte: Agência SAFRAS