A demanda por laranja in natura continuou enfraquecida nos últimos dias, em decorrência do clima frio no estado de São Paulo. Ainda assim, a baixa oferta de precoces neste segmento permitiu leve recuperação nos valores da laranja pera, após quatro semanas consecutivas de queda. Na parcial da semana (segunda a quinta-feira), a média da fruta foi de R$ 32,06/cx de 40,8 kg, na árvore, alta de 1,4% em relação ao período anterior. No caso da tangor murcote, que te

Em cerimônia online transmitida na manhã desta segunda, 28, o Banco do Brasil (BB) anunciou oficialmente que irá ofertar R$ 135 bilhões no Plano Safra 2021/2022.  Deste montante, R$ 121,5 bilhões são recursos de crédito rural com taxas controladas – sendo R$ 43 bilhões equalizados pelo Tesouro Nacional – e R$ 13,5 bilhões são capital em forma de títulos e capital de giro que serão financiados com juros livres.

O montante anunciado é 7% maior em relação ao ofertado no Plano Safra atual que se encerra nesta quarta-feira, 30. Já os recursos de crédito rural são 19,5% maiores do que os anunciados no ciclo 20/21. Antes foram disponibilizados R$ 101 bilhões. Os recursos em títulos e capital de giro também tiveram crescimento. No ciclo anterior, foi-se ofertado R$ 12 bilhões.

O BB seguirá aplicando as taxas de juros definidas no Plano Safra do governo federal. A novidade é que, segundo o vice-presidente de Agronegócios da instituição, Renato Naegele, haverá redução dos custos administrativos e tributários (CAT) cobrados dos correntistas. O spread bancário em algumas linhas de investimento será de 2,85%. Naegele não especificou quais linhas contariam com essa porcentagem. Custeio e comercialização empresarial terão 5% de CAT.

“Nós demos duas opções de redução do CAT para o governo federal. Essa redução só foi possível graças à baixa da inadimplência. Ainda que o cenário econômico não seja favorável, verificamos um aumento na adimplência dos nosso clientes. Como as faltas de pagamentos integram os custos administrativos, pudemos reduzir essa cobrança. Inclusive, essa redução ajudou o governo a impulsionar mais recursos a partir do valor aplicado ao Plano Safra pelo Tesouro Nacional”, relatou o vice-presidente de Agronegócios.

Em relação aos beneficiários, integrantes do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) terão à disposição R$ 17 bilhões, integrantes do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp) terão R$ 17,2 bilhões e demais produtores, incluindo o setor empresarial, terão R$ 87,3 bilhões.

Parceria com NDB

O presidente do BB, Fausto Ribeiro, aproveitou o evento para divulgar uma parceria fechada com o New Developmente Bank (NDB). O banco fundado pelo Brics – grupo formado por Brasil , Rússia, Índia, China e África do Sul, em prol do desenvolvimento econômico de países emergentes – irá disponibilizar US$ 330 milhões para investimento de infraestrutura do agronegócio por meio do BB.

O recurso, que deve chegar a R$ 1,5 bilhão, poderá financiar a construção de silos, armazéns, projetos de irrigação e uso de energias renováveis. A expectativa é que o crédito esteja disponível aos clientes do BB entre novembro e dezembro deste ano. As condições dos financiamentos ainda não estão definidas.

Bom desempenho

Fausto Ribeiro informou, na cerimônia online, que, em abril, a carteira de negócios em crédito rural da instituição chegou a R$ 200 bilhões. “O desembolso na safra 20/21 do banco do Brasil foi de R$ 460 milhões por dia. Isso garantiu R$ 115 bilhões aplicados no agronegócio no ciclo que estamos construindo. Foram mais de R$ 1 bilhão por meio de um programa de construção e ampliação de armazéns. Financiamos também mais de 48 mil máquinas. Dentre elas foram 12 mil tratores e 3 mil colheitadeiras”, enumerou.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou no evento que o BB está se ligando “de novo” ao agronegócio. “Presidente Fausto, muito obrigada pela condução do Banco do Brasil, que sempre foi o maior parceiro do produtor brasileiro. Eu fico muito feliz quando eu vejo, hoje, o produtor novamente acreditando que na sua cidade o padre e depois o Banco do Brasil e o cartorário são as pessoas mais importante que ele tem lá. Isso mostra que nós estamos de novo ficando ligados ao produtor rural. Obrigada pela direção que o banco volta a ter junto ao produtor rural”, disse.

Fonte: Canal Rural