O setor da fruticultura é um dos que mais empregam no agronegócio. Diferentemente das fazendas de grãos, onde poucos trabalhadores operam máquinas que fazem o trabalho de diversos homens, na fruticultura a colheita é praticamente toda manual.

Segundo a Abrafrutas, o Brasil tem 2 milhões e 500 mil hectares de frutas plantados. Trabalhando nessa extensão existem 5 milhões de pessoas principalmente na fase de colheita.

De acordo com o presidente da associação, Guilherme Coelho, não foi difícil conscientizar os trabalhadores sobre os novos protocolos trazidos pela Covid-19, uma vez que eles já estão acostumados aos equipamentos de proteção individual (EPIs) que usam regularmente.

Como os trabalhadores já têm consciência e treinamento para cumprir protocolos que atendem as necessidades de certificação internacional, ficou fácil implantar medidas como uso de máscara e distanciamento. Além disso, outra vantagem é que a maior parte do trabalho é feita ao ar livre.

“Nossa mão de obra é muito grande, especialmente no Nordeste”, afirma o executivo. Ele explica que, na região de Petrolina, no vale do São Francisco, os índices sociais não são tão bons. “Aqui, a agricultura chega para gerar emprego e renda. Além do mais, ela é democrática na distribuição do trabalho mulher e homem, pois a mulher colhe melhor e isso complementa o salário das famílias.”

Fonte: UOL