As exportações brasileiras de mamão cresceram na parcial deste ano (janeiro a maio), apesar de os entraves na logística aérea comercial permanecerem – por conta da pandemia da covid-19. Este cenário ocorre porque os produtores estão visualizando o mercado exportador como um bom retorno financeiro, visto que o dólar está valorizado frente ao Real. Além disso, agora, agentes se adaptaram ao uso de aviões cargueiros, visto que as restrições seguem para os de passageiros, que eram utilizados com mais frequência anteriormente.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os envios da fruta totalizaram 22,4 mil toneladas entre janeiro e maio/21, quantidade 24% superior à do mesmo período do ano passado e 15% maior frente à de 2019 – quando o cenário de pandemia ainda não dificultava os embarques. Quanto às receitas, em dólar, o montante de US$ 22,6 milhões (FOB) é, respectivamente, 31% e 5% maior, na mesma comparação.

Na parcial de 2021 (janeiro a maio), os principais destinos do mamão brasileiro foram os países da Europa, com 89% do total exportado, da América do Norte, com 5%, e da América do Sul, com 5%. Vale destacar que os envios à América do Sul subiram bastante no período, aproximadamente 267% frente à mesma parcial do ano passado, visto a maior facilidade de escoamento, pela proximidade com o Brasil.

Em junho, mesmo diante da redução do volume nacional e da maior oferta europeia de frutas locais, produtores devem continuar priorizando as exportações de mamão, devido ao bom retorno. Destaca-se que, caso os voos comerciais de passageiros sejam retomados com mais frequência, os envios podem ser ainda mais impulsionados.

Fonte: Cepea/Hortifruti