Um dos setores onde há mais sustentabilidade na produção é o tabaco. O cultivo adota plantio direto, sistemas de conservação do solo e contra erosão, estufas com energia solar, conservação e distribuição inteligente de água e nutrientes por meio da fertirrigação. O uso racional da água é um dos principais pontos, com avanço de 180% em três anos.

A prática é usada por produtores integrados de uma das maiores empresas do setor, a BAT Brasil (ex-Souza Cruz). Evita desperdícios e garante a qualidade da safra ao mesmo tempo, com produtividade assegurada mesmo em tempos de estiagem. 

A fertirrigação é uma técnica de irrigação por gotejamento considerada a mais sustentável entre as práticas existentes. Com ela, é possível levar a quantidade necessária de água e nutrientes diretamente para a planta, garantindo eficiência e menor consumo. Além disso, para aderir ao uso da fertirrigação na propriedade, o produtor necessita adotar práticas sustentáveis ainda mais alinhadas com o meio ambiente. 

A água a ser utilizada obedece a princípios conservacionistas, e o local de captação, como o açude, é cuidadosamente preparado, seguindo as exigências legais de licença ambiental e de outorga da água para essa finalidade. Na maioria dos casos, os açudes utilizados são preparados para o aproveitamento das chuvas, sendo esse por captação natural ou por meio de recolhimento da água através de calhas instaladas nos telhados das propriedades.

“Atualmente, uma área de 1.473 hectares de terra dos produtores integrados da companhia conta com a técnica para a produção de tabaco, o que equivale a quase 1,8 mil campos de futebol. A meta é chegar a mais que o dobro em 2030, alcançando mais de 3.000 hectares”, declara Felipe Hayashi, Gerente de Difusão de Tecnologias e Inovação em Produção Agrícola da BAT Brasil.

Outra forte aliada à manutenção da sustentabilidade da água no campo é a técnica de manejo do solo Camalhão Alto de Base Larga. Reconhecida pela Embrapa, no ano passado, como uma prática conservacionista, ela é eficiente na retenção de água da chuva e controle da erosão, evitando desperdícios, além de proporcionar maior produtividade aos agricultores. Essa prática é amplamente difundida entre os produtores da BAT Brasil, sendo que 90,9% dos hectares da safra 2020 contam com sua implementação.

“Além dos benefícios de sustentabilidade que essa técnica garante, também é importante destacar que ela favorece economicamente o produtor. Temos observado um aumento de até 20% na produtividade daqueles que utilizam o Camalhão Alto de Base Larga, independente das variações climáticas intensas que vêm ocorrendo no Sul do país”, afirma Felipe Hayashi.

Para a safra 2020/21 são esperadas 606.952 toneladas nos três Estados do Sul do Brasil, o que significa uma redução de 4% comparado à safra passada. São quase 150 mil produtores que plantam em 297 mil hectares.

Fonte:  Agrolink