Como destacado na edição de fevereiro da revista Hortifruti Brasil, o “Ano Internacional das Frutas, Legumes e Verduras”, designado pela FAO/ONU (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) para 2021, chegou em um momento em que o tema saúde está em alta, devido à pandemia mundial. E, neste sentido, a preocupação da população em manter hábitos saudáveis e prevenir doenças coloca as frutas e hortaliças em destaque.

A divulgação da FAO também coincide com várias pesquisas de tendências de consumo, que só reforçam a importância que frutas e hortaliças apresentam para o ano. Dietas com maior participação de hortifrútis e aumento da oferta de alimentos semi-prontos ou congelados são a aposta para uma rotina prática. Além disso, o consumo no lar ainda deve ser uma tendência, por conta da pandemia. Confira, em detalhes:

Menos carne, mais plantas – A cada ano, mais e mais pessoas têm alterado seu estilo de vida, se adequando a uma alimentação com menos (ou nenhuma) proteína animal e incorporando refeições à base de plantas. O relatório anual da Innova Market Insights “Top Ten Trends for 2021” aponta que a alimentação à base de plantas está no topo das tendências para este ano, ao lado de temas como sustentabilidade, saúde e nutrição personalizada, evidenciando que a demanda por novos formatos deve crescer. A Specialty Food Association (SFA), dos Estados Unidos, indica, ainda, que a pandemia colaborou para que muitos intensificassem uma alimentação à base de vegetais. De olho nessa tendência, algumas marcas têm ofertado produtos vegetarianos/veganos, mas que são similares à proteína animal em termos de textura, sabor e de cheiro.

Para não perder tempo: alimentos semi-prontos ou congelados são a aposta para uma rotina prática – Mesmo permanecendo mais tempo em casa e dando maior atenção ao preparo das refeições, devido à pandemia, as famílias ainda têm que dividir sua rotina entre trabalho e afazeres domésticos. É por isso que a praticidade deve continuar em alta neste ano, com a adoção de alimentos com maior durabilidade (congelados), para evitar idas aos supermercados e para que possam ser facilmente reaquecidos ou preparados.

Comer fora? Ainda não! – Segundo o relatório Covid-19 Survey: 2020, A Year In Review, da Euromonitor (jan/2021), o prolongamento da pandemia tem gerado comportamentos sociais mais duradouros nos consumidores. Enquanto entre 15% e 49% dos respondentes apostaram em uma mudança permanente ou de médio prazo para ficar mais em casa, respectivamente, em abril de 2020, as mesmas percepções saltaram para 29% e 54% em outubro. Isso indica que, por ora, a alimentação no lar deve permanecer em alta em 2021. Neste cenário, as empresas de alimentação devem adotar novas maneiras de se conectar com este consumidor. Assim, a Kroger, grande rede de supermercados dos Estados Unidos, aposta que as famílias devem começar a inovar e variar seus preparos, se inspirando em releituras de pratos de restaurantes ou em refeições típicas de outros países.

Fonte:  Cepea/Hortifruti