Embora tenham caído 1,3% em janeiro, na comparação com o resultado de um ano antes, as exportações do agronegócio continuam a apresentar desempenho bastante favorável no valor acumulado em 12 meses.O total exportado de fevereiro do ano passado a janeiro de 2021 somou US$ 100,63 bilhões, com aumento de 4,6% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores, quando o total alcançou US$ 96,16 bilhões, de acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Em janeiro, as exportações do agronegócio alcançaram US$ 5,67 bilhões; um ano antes tinham sido de US$ 5,75 bilhões. De acordo com o Mapa, a principal causa da redução foi a queda acentuada da quantidade exportada de soja em grão. O fato foi atribuído ao baixo estoque de passagem, ao atraso do plantio da safra 2020/2021 por causa da seca e, depois, ao atraso nas áreas de colheita em decorrência de chuvas.

Se os preços dos principais produtos exportados pelo País tivessem permanecido em relativa estabilidade, a queda das exportações em valor seria ainda mais acentuada, pois a redução da quantidade exportada em janeiro, de 2,5%, superou a queda em valores.

Desde maio de 2020, passado o impacto inicial da pandemia de covid-19 sobre a economia mundial, os preços internacionais das commodities vêm aumentando. Em outubro já haviam superado os valores médios do primeiro trimestre do ano, isto é, de antes dos efeitos mais notáveis da pandemia. O movimento de alta se mantém em 2021.

Assim, a queda do volume exportado de soja em janeiro foi em boa parte compensada pela alta em valor de outros produtos. As vendas externas de milho cresceram 42,5%; as de açúcar de cana em bruto, 35,6%; as de café verde, 30,2%; e as de farelo de soja, 28,3%.

No período de 12 meses até janeiro, o agronegócio foi responsável por 47,9% das exportações totais do Brasil, superando a participação de 43,3% registrada nos 12 meses anteriores. O complexo soja continua sendo o principal item da pauta de exportações do agronegócio (34,6% do total), seguido de produtos florestais (11,2%) e complexo sucroalcooleiro (10,1%).

A China, principal destino desses produtos há anos, aumentou sua participação nas exportações de 32,2% para 33,3% (O Estado de S.Paulo, 23/2/21)

Fonte:  Brasil Agro