Na edição de novembro, a revista Hortifruti Brasil analisou os impactos da pandemia sobre as exportações de oito frutas: banana, limões e limas, maçã, mamão, manga, melancia, melão e uva – as quais, somadas, correspondem a 75% dos envios brasileiros na parcial de 2020 (janeiro a setembro).

Mesmo com a pandemia de covid-19, a demanda pelas uvas brasileiras está alta, tanto por parte da Europa – principal destino – quanto dos Estados Unidos. Os envios só não foram mais altos, devido a entraves climáticos no primeiro semestre no Vale do São Francisco (PE/BA).

Para a União Europeia, a exportação foi muito influenciada pela baixa quantidade da fruta do próprio bloco entre março e maio. Neste segundo semestre, a demanda europeia segue alta, o que se deve à baixa oferta de frutas locais (não necessariamente de uva). Neste cenário e com o câmbio favorável, produtores de uvas sem semente estão priorizando as vendas externas em detrimento das internas, o que, por sua vez, tem elevado os preços da fruta no Brasil, mesmo os das rústicas e com semente.

No início da pandemia, o fator que mais favoreceu os embarques brasileiros foi o desabastecimento do mercado europeu. Um dos principais fornecedores de uva ao bloco, a Índia, passou por semanas de lockdown, o que limitou os envios. Exportadores brasileiros aproveitaram a oportunidade e, desde então, seguem enviando grandes volumes à Europa. No final deste ano, a baixa na produção estimada para o Chile (por conta da seca) pode auxiliar nos envios brasileiros aos EUA.

Fonte: Cepea/Hortifruti