Na edição de novembro, a revista Hortifruti Brasil analisou os impactos da pandemia sobre as exportações de oito frutas: banana, limões e limas, maçã, mamão, manga, melancia, melão e uva – as quais, somadas, correspondem por 75% das exportações brasileiras na parcial de 2020 (janeiro a setembro).

No caso da banana, a pandemia limitou o volume contratado por importadores da Europa neste ano. Além disso, o baixo preço internacional não compensou envios ao continente. Porém, a comercialização com o Mercosul foi muito positiva, já que países vizinhos ao Brasil apresentaram consumo crescente. Os envios sobretudo à Argentina aumentaram, superando, inclusive, os embarques ao Uruguai (que, em 2019, foi o maior comprador da fruta brasileira). Apesar das intempéries que prejudicaram a produção de Santa Catarina, principal exportador ao Mercosul, outros estados supriram esse déficit, como Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A boa demanda do Mercosul pode estar relacionada às condições adversas na produção e comércio da Bolívia e Paraguai, que, mesmo não sendo grandes exportadores, competem pelo mercado sul-americano. Já os baixos preços do mercado spot para a Europa se devem aos crescentes envios por parte do Equador, maior exportador mundial da fruta. No último trimestre, espera-se menor volume de banana equatoriana, devido à erupção de um vulcão, que atingiu aproximadamente 30% da área destinada à exportação.

Fonte: hfbrasil.org.br e Secex