As exportações brasileiras de melão aumentaram em outubro frente a setembro. De acordo com dados da Secretaria do Comércio Exterior (Secex), o volume embarcado foi de 36,5 mil toneladas, quantidade 9% maior em comparação com o mês anterior. Já a receita se elevou em 5%, somando US$ 23,2 milhões (FOB) – destaca-se que este incremento é comum no período.

Porém, quando comparado a outubro do ano passado, o volume exportado em 2020 ficou 19% inferior. Este cenário pode ser explicado pela dinâmica entre os anos: enquanto os primeiros embarques de 2019 foram afetados pelo excesso de fruta na Europa, elevando significativamente a procura em outubro, 2020 já se iniciou com envios intensos, justamente devido à menor oferta no continente europeu – sobretudo, em decorrência dos problemas registrados na safra espanhola.

Assim, o volume parcial embarcado na campanha 2020/21 (agosto a outubro) aumentou em apenas 2% frente ao ano passado, totalizando 75 mil toneladas, enquanto a receita se elevou em 1%, somando US$ 48,5 milhões (FOB). Este resultado é considerado positivo por agentes do setor, diante das incertezas da pandemia da covid-19 no mercado – o qual, agora, passa pela segunda onda da doença no continente europeu.

Segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, até o momento, as exportações seguem de acordo com os contratos estabelecidos para a maioria dos agentes – por ora, poucos relatam dificuldades nas negociações. Entretanto, há receio em relação à segunda onda, pois, apesar de o lockdown estar mais brando em comparação com os primeiros meses de pandemia, ainda pode impactar nos embarques dos mais dependentes do comércio com hotéis, restaurantes e outros serviços de alimentação; por outro lado, os reflexos podem ser menos intensos para os que focam nas vendas para redes varejistas.

Fonte: Cepea/Hortifruti