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Sem controle de pragas, produção agrícola do Brasil cairia à metade

"Só este ano tivemos 20 produtos biológicos para uso na agricultura, mas há uma necessidade de ter mais registros", disse representante do Ministério da Agricultura, em audiência.

O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas do Ministério da Agricultura, Júlio Sérgio de Britto, disse nesta quinta-feira (29/10) na Comissão de Meio Ambiente da Câmara, que sem o uso de defensivos para o controle de pragas a produção agrícola brasileira cairia pela metade. "Há uma busca maior de eficácia de produtos agrotóxicos e de novas tecnologias para controle de pragas, de defensivos naturais, biológicos", disse. "Só este ano tivemos 20 produtos biológicos para uso na agricultura, mas há uma necessidade de ter mais registros", afirmou durante audiência que discutiu a utilização de agrotóxicos na produção brasileira.

 

 

Britto garantiu que o ministério e os órgãos envolvidos na liberação e fiscalização desses produtos fazem um controle rigoroso. Segundo ele, são fiscalizadas de 16 mil a 17 mil propriedades por ano. "Precisamos garantir que o nosso sistema de produção seja e continue a ser viável", defendeu. Britto argumentou ainda que o Brasil não faz diferente dos principais países produtores e garantiu que há preocupação em implementar uma avaliação de risco ao consumidor e ao aplicador. "O Ministério se preocupa com isso (avaliação de risco para o produtor e para o aplicador). O sistema agrícola, hoje, é fundamentado na pesquisa dos últimos anos, em melhoramento genético, que agrega condições de alta produção e que requer níveis correção de solo, fertilização, mecanização e defesa das pragas e doenças dessas culturas", argumentou.

Ele afirmou ainda que há uma busca de produtos menos agressivos para o ser humano e para a produção. Britto disse que, por produzir de duas a três safras anuais, o Brasil registra maior ocorrência de pragas. Aos deputados, contou que havia uma expectativa de que com o plantio de sementes geneticamente modificadas (transgênicas) a demanda por agrotóxicos cairia, mas o que uso da tecnologia de fato proporcionou o manejo mais fácil de lavouras de soja, milho, arroz e algodão. "A maioria dos transgênicos aprovados inicialmente foram para atender esse consumo e se tornou mais fácil e simples fazer o plantio dessas culturas", disse. "Temos de estimular mais a produção de transgênicos que ajudem no controle de pragas", finalizou.

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