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O que o agro espera para 2018

Economia terá um crescimento moderado no próximo ano, a inflação ficará abaixo do centro da meta oficial, a taxa de juros em um dígito e o dólar em média a R$ 3,30. Essas projeções são resultado de enquete feita por Globo Rural com 50 lideranças do setor – executivos de empresas, dirigentes de entidades, consultores, produtores e analistas de mercado. 

O PIB deve crescer 1,7%. Entre os mais otimistas, previsões entre 2,5% e 4% de crescimento. Quem aposta em retração falou algo entre -0,5% e -2%. Para a média dos que responderam, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve terminar 2018 em 3,95%.

Na média, a pesquisa apontou uma expectativa de taxa de juros de 7,5% ao ano até o final de 2018. Nas expectativas mais otimistas, a taxa esperada era de 6%. Os mais pessimistas em relação aos juros no Brasil chegaram a apontar 9,5% no ano que vem.

A taxa de câmbio deve ficar em R$ 3,30, conforme a média dos entrevistados. Quem espera dólar mais baixo falou em R$ 3, R$ 3,10. Mas houve quem estimasse um câmbio em até R$ 4,10.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi o mais citado como provável vencedor das eleições presidenciais do próximo ano, seguido do prefeito da capital paulista, João Doria. Também houve citações a Jair Bolsonaro, Marina Silva, Álvaro Dias e João Dionísio Amôedo, do Partido Novo. Alguns dos entrevistados acreditam em um “nome novo”.

Em relação à safra de grãos, a média dos entrevistados prevê a colheita de 238 milhões de toneladas em 2018, volume um pouco abaixo dos números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2016/2017, estimada em 238,2 milhões de toneladas em agosto. Com o plantio em fase inicial, as previsões dos entrevistados variaram entre 190 milhões e 300 milhões de toneladas.

A pesquisa revelou que muitos não acreditam que vão se repetir nesta safra as condições excepcionais do ano passado, que proporcionaram uma produtividade recorde nas lavouras de grãos.

Neste ano, os produtores estão preocupados com a rentabilidade, pois os volumes colhidos nos principais países produtores pressionaram os preços no mercado internacional e também no Brasil.

Para se ter uma ideia, o indicador de soja do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) baseado em Paranaguá (PR) chegou a R$ 69,39 a saca de 60 quilos em 15 de agosto. No mesmo dia, em 2016, o valor era de R$ 81,06.

Lá fora, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou a estimativa da safra americana de soja de 115 milhões para 119 milhões de toneladas. Na divulgação dos dados, em 10 de agosto, o contrato da soja em Chicago caiu para US$ 9,40 por bushel. Em meados de julho, o papel tinha atingido US$ 10,43.

O milho não ficou atrás. Neste ano, até 15 de agosto, o indicador do Cepea apontava queda de 29,75%, de R$ 38,51 para R$ 27,05 a saca. Em Mato Grosso, o Instituto de Economia Agropecuária (Imea) reportou, em 14 de agosto, média de R$ 12,07. Um ano antes, 60 quilos valiam R$ 29,58.

Às vésperas do início do plantio, consultores acreditam em maior área de soja, ganhando espaço, especialmente, do milho. “A soja praticamente não tem concorrência. A compra está atrativa mesmo com os preços mais baixos que no ano passado”, diz Flávio França Junior. “O milho está pior. A princípio, o produtor passa para a soja”, acrescenta.

Carlos Cogo pensa de forma semelhante: “Falta opção. Se o produtor olhar a planilha de custos, o que sobra é a soja. A margem está caindo”, diz ele, enquanto calibra suas estimativas para a próxima safra de grãos.

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