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Indefinição no Plano Safra preocupa produtor

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar, já afirmou que a maior dificuldade do setor gira em torno dos recursos para o fim da safra, dinheiro classificado como pré-custeio e que é usado pelos agricultores para comprar insumos antes do início da safra agrícola.  “Não foi possível tornar viável o pré-custeio. Este ano não existe esse dinheiro. Os juros subiram e os depósitos (funding) caíram, o que gerou um estrangulamento”, explicou.

De acordo com o secretário, há discussões para tentar ampliar a oferta de recursos, mas sem nada definido ainda. Questionado se a mudança nas regras de exigibilidade da poupança rural - com aumento do porcentual que deve ser aplicado na agricultura - trará algum alívio, Nassar afirmou que será positivo por aumentar o volume de recursos.

 

Produtores terão menos recursos disponíveis para esta safra

Produtores terão menos recursos disponíveis para esta safra

 

Sérgio Bortolozzo, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), alerta que o custo do crédito está demasiadamente elevado. “Isso tem nos incomodado. Os custos de produção têm subido e esse câmbio, que é favorável para a venda do nosso produto, se continuar subindo, vai se tornar impeditivo para a compra do insumo. Por isso precisamos comprá-los o quanto antes”, relatou.

O presidente do presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado de São Paulo, Braz Albertini, entidade que congrega pequenos e médios agricultores, afirmou que o possível aumento de juros no Plano Safra gera apreensão. “O agricultor já compra insumos a preços maiores, e um aumento nos juros nesse momento pode inviabilizar que ele faça mais investimentos na terra e em tecnologia”, disse.

Para Albertini, esse quadro pode impactar as vendas da edição deste ano da Agrifam, feira agrícola destinada ao pequeno e médio produtor realizada no interior de São Paulo. “Com receio, tem produtor que prefere por o pé no freio. Vai tocando mais um tempo com os equipamentos que já tem e espera mais um tempo, para então comprar”, afirma.

A temeridade do presidente da Fetaesp tem causa. A Agrishow, uma das maiores feiras do agronegócio da América Latina, finalizada no início de maio, registrou queda de 30% no volume de negócios em relação a 2014. As empresas acordaram ao todo R$ 1,9 bilhão em vendas, contra R$ 2,7 bilhões registrados na feira do ano passado. A alta dos juros e a incerteza política e econômica foram apontadas pelos organizadores como responsáveis pela derrocada.

Em seu balanço, o Banco do Brasil (BB) alerta que o único segmento cujas projeções de desempenho para 2015 não foram alcançadas foi o de agronegócio. De acordo com a instituição, os financiamentos para o setor devem crescer de 10% a 14% neste ano. No primeiro trimestre, porém, o avanço ficou em 9%, abaixo da expectativa. O BB explicou, em relatório, que houve menor volume contratado na linha de crédito agroindustrial na comparação em 12 meses.

Para o produtor de milho e pecuarista, Cesario Ramalho da Silva, a possível redução acontece no momento em que o Brasil alcançou a participação recorde de 7,6% no comércio mundial de produtos agropecuários. “Essas medidas vão atingir um setor que movimentou US$ 1,14 trilhão em 2013. Não me parece que o governo está sensível a esses números”, afirmou.

 

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