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Grupo quer certificar 5 milhões de toneladas de soja brasileira até 2020

A organização Round Table on Risponsible Soy (RTRS - Mesa Redonda da Soja Sustentável, em tradução livre) quer chegar até 2020 a 5 milhões de toneladas de soja brasileira com certificação de acordo com suas normas. O volume corresponderia a cerca de 5% da produção do país e mais que o triplo do certificado até o ano passado.

Em 2015, a organização que reúne representantes de compradores, produtores e pesquisadores, registrava 1,4 milhão de toneladas em 400 mil hectares. São 73 fazendas de soja no programa. A maior parte está em Mato Grosso, Goiás, Paraná e na área do Matopiba (confluência entre os estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia). Há outras propriedades em processo de inclusão.

“Nosso trabalho tem sido reconhecido internacionalmente, mas a discussão é maior na Europa, que tem mais restrições em relação ao grão”, afirma o pesquisador do Earth Inovation Institute, Osvaldo Carvalho Júnior, que integra o quadro executivo do RTRS.

Segundo ele, o trabalho do grupo se desenvolve em duas frentes: uma no Brasil, para convencer o produtor de soja a buscar sua certificação. Outra na Europa, para convencer a demanda a comprar a soja certificada. E, assim, estimular a adequação às normas, que envolvem, entre outras ações, o cumprimento de leis ambientais e trabalhistas.

O Brasil já representa metade do volume de soja certificada pela organização. Na América do Sul, há operações também na Argentina, Paraguai e Bolívia. “Tirando os mercados de soja não transgênica e orgânica, é o único programa que tem o diferencial de certificar a soja”, argumenta Júnior, ponderando que o “maior ganho” para o agricultor é a melhoria na gestão da propriedade.

O aumento da certificação da soja deve ser um dos assuntos a serem discutidos na 11ª reunião anual do RTRS, marcada para primeiro e dois de junho em Brasília (DF). A expectativa da organização é ter a participação de produtores, indústria, sociedade civil e autoridades. “Estamos tentando tornar a reunião mais dinâmica. A ideia é permitir a troca de informações e ir além da certificação da soja”, explica Junior.

Moratória


Osvaldo Carvalho Junior considerou positiva decisão anunciada na segunda-feira (9/5) de renovar por tempo indeterminado a chamada Moratória da Soja, o acordo que prevê o veto à comercialização de soja de área desmatada ilegalmente na Amazônia. Para o pesquisador, a decisão torna possível a busca por outras soluções relacionadas à produção e comercialização de soja sob critérios de sustentabilidade.

“Há muito questionamento vindo da Europa e é preciso mostrar o que está acontecendo. É bastante válido prorrogar a Moratória, mas temos que caminhar para outros mecanismos, tem que dar um passo a mais. O prazo indeterminado indica que a Moratória não tem hora para acabar e talvez este seja um estímulo para isso”, avalia o pesquisador.

Criada em 2006 por representantes de organizações não governamentais e da cadeia produtiva da oleaginosa, a Moratória da Soja teve dois anos como prazo inicial. Em 2008, com subscrição também do governo brasileiro, passou a ser renovada anualmente. Antes que fosse estabelecido o prazo indeterminado, Osvaldo Carvalho Junior contou que chegou a ser proposta uma revisão do acordo a cada três anos, mas a ideia acabou não sendo apoiada.

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