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Broca-do-café ameaça eficiência e qualidade da produção

Uma das pragas mais importantes da cafeicultura brasileira é um minúsculo inseto, que não chega a medir 2 mm, mas que causa prejuízos gigantescos. Chamado de broca-do-café (Hypothenemus hampei), esse inseto pode tirar até 20% da produtividade dos grãos e derrubar o padrão de qualidade do fruto, desvalorizando o produto final. As perdas financeiras podem chegar a R$ 150 por saca.

A broca ainda pode gerar problemas para os exportadores de cafés especiais. Grãos “brocados” (furados pelo inseto) não são embarcados para exportação. O ataque da broca-do-café acontece por volta de 90 dias após a florada principal. Nesse período, chamado de “época de trânsito”, as fêmeas fazem dos frutos verdes (chumbões aquosos) a sua maternidade. A partir da região da coroa, elas perfuram o fruto até certa profundidade. Enquanto está aquosa, a semente é poupada. Mas quando fica consistente, é nela que o inseto vai depositar seus ovos, iniciando todo o ciclo, passando pelas fases de larva, pupa e adulta.

Esses grãos ficam comprometidos e podem ser contaminados por micro-organismos ou até apodrecer e cair precocemente. Vale lembrar que o bom desenvolvimento do cafezal e de seus frutos é tão interessante para o produtor quanto atraente para a broca. Por isso é essencial reduzir esses ataques, para evitar perdas de produtividade e rentabilidade, o que passa necessariamente pelo manejo agronômico – como a eliminação dos frutos remanescentes no período da entressafra, barrando a permanência dos insetos de uma safra para outra – e pelo monitoramento dos cafezais, até porque a infestação acontece de maneira desuniforme pela lavoura.

Esse monitoramento por talhão tem um papel muito importante, inclusive, para tornar mais eficiente a aplicação dos inseticidas, otimizando o controle e reduzindo custos de produção. Quando entra na etapa do controle químico, é primordial que seja feita a aplicação do inseticida correto, de forma adequada e nas dosagens apropriadas. As equipes técnicas da BASF podem auxiliar o cafeicultor a definir a melhor estratégia de tratamento. Em termos de opções para proteção dos cafezais, o destaque é o inseticida Verismo®, solução com um novo princípio ativo do grupo químico semicarbazone que apresenta eficiência superior a 80%.

O produto é indicado para o período de frutificação, quando a praga chega a níveis de infestação entre 1% a 3% dos frutos brocados. O Verismo® também contribui para o programa de manejo de resistência e manejo integrado de pragas (MIP).

Fonte: Agrolink

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