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Agroconsult estima safra da soja em 101,7 milhões de toneladas

A Agroconsult divulgou hoje sua estimativa de safra baseada nos levantamentos de campo realizados pelas equipes do Rally da Safra, expedição que nos últimos dois meses percorreu 70 mil km para vistoriar lavouras nos principais polos agrícolas do país.

A consultoria agora prevê a colheita de 101,7 milhões de toneladas de soja, volume superior as 99,2 milhões de toneladas da estimativa anterior e acima das 97,2 milhões de toneladas colhidas na safra passada.

André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult e coordenador geral do Rally da Safra, destaca que a produtividade das lavouras de soja passou das 50,5 sacas da safra passada para as atuais 51 sacas por hectare, apesar das dificuldades provocadas pelo “clima errático”, com excesso de chuvas no Sul e atraso nas precipitações no Centro-Oeste e no Nordeste.

Uma das surpresas é o Mato Grosso, onde a produtividade deve ficar em 52 sacas por hectare, abaixo das 53 sacas do ano passado, mas acima das expectativas iniciais de colheita abaixo de 50 sacas por hectare. No Paraná, onde a produtividade caiu de 54,9 sacas para 53,6 sacas, a safra foi prejudicada pela maior incidência de ferrugem e pelo excesso de chuvas na colheita.

Pessôa observa que as produtividades médias das lavouras de soja “escondem” situações dispares, pois existem casos de colheita de apenas 10 a 15 sacas por hectare e outros em que a produtividades ficou acima de 70 sacas.

Ele explica que o levantamento de campo mostrou uma nova tendência no campo, que é um grupo de 10% a 15% dos produtores rurais brasileiros que estão preparados para colher acima de 70 sacas de soja por hectare, mesmo em condições adversas.

Segundo Pessôa, este grupo no curto prazo não deve afetar a produtividade média, que no geral continuará na faixa de 50 sacas por hectare, mas cria boas perspectivas, pois não existem segredos no manejo da lavoura e sim a retomada das técnicas “da boa e velha agronomia”.

Ele ressalta que não existe revolução e sim um maior cuidado no manejo das lavouras, como a recuperação do perfil do solo; capricho na escolha dos fornecedores de sementes; a semeadura no momento ideal e velocidade da máquina para plantio entre 4 a 5 km por hora, sem pressa.

No balanço apresentado hoje, a Agroconsult relatou que Goiás e Minas Gerais, que sofreram quebra na safra 2014/15, conseguiram se recuperar dos problemas enfrentados no ano passado, fechando, respectivamente, com 53,1 e 51,3 sacas por hectare. As lavouras também se desenvolveram bem no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo e esses estados estão registrando aumento da produção em relação à safra passada.

O potencial da safra brasileira de soja poderia ser maior, caso o Mato Grosso e o Paraná, principais produtores, e a região do Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia) não tivessem sido afetados pelos problemas climáticos. Pessôa explica que, apesar do atraso significativo no plantio, especialmente Maranhão e Piauí, a safra vinha caminhando bem até janeiro, porém a falta de chuvas em fevereiro em toda a região durante o desenvolvimento das lavouras resultou em quebra de safra nos quatro estados.

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